Domingo, 20 de setembro de 2026
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Serra Catarinense

Defesa de dentista contesta indiciamento em investigação sobre morte de paciente em Lages

Advogados afirmam que não concordam com as conclusões da Polícia Civil e ressaltam que indiciamento não representa culpa ou condenação; caso está agora sob análise do Ministério Público

Foto ilustrativa

A defesa do cirurgião-dentista investigado pela morte de uma paciente após procedimento estético em Lages afirmou que não concorda com as conclusões apresentadas pela Polícia Civil no relatório final do inquérito. A manifestação ocorre após a Polícia Civil divugar material com detalhes da apuração.

Em nota encaminhada à imprensa, os advogados de defesa afirmam que receberam o relatório final elaborado pela delegada responsável pelo caso e que acompanharam regularmente toda a investigação.

Segundo a defesa, durante a apuração foram prestados os esclarecimentos solicitados pela autoridade policial, mantendo-se os advogados à disposição da delegada e respeitando o trabalho desenvolvido pelas instituições envolvidas.

Defesa não comenta detalhes do inquérito

Um dos principais argumentos apresentados pelos advogados é que o procedimento investigativo tramita sob segredo de Justiça, condição que, segundo eles, permanece nesta etapa. Por esse motivo, a defesa afirma que não irá se manifestar sobre elementos específicos que constam dos autos.

A estratégia adotada pelos advogados é concentrar a manifestação pública no aspecto jurídico do indiciamento e na próxima etapa do processo.

Indiciamento não significa condenação

A defesa ressalta que o relatório da Polícia Civil representa uma conclusão da fase investigativa, mas não equivale a uma decisão judicial sobre a responsabilidade do profissional.

Segundo os advogados, o indiciamento é um ato próprio da investigação e não representa reconhecimento de culpa ou condenação.

A defesa recebe com respeito o entendimento externado pela autoridade policial no relatório final, embora não concorde com suas conclusões.”,

Advogados de Defesa

A manifestação também reforça que as questões jurídicas e probatórias deverão ser avaliadas pelas instituições competentes nas etapas seguintes.

Ministério Público deverá decidir próximos passos

Com o encerramento da investigação policial, o inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público. Cabe ao órgão avaliar o conjunto de elementos reunidos durante a investigação e decidir se há fundamentos para o oferecimento de denúncia à Justiça.

Também será nessa etapa que poderão ser analisados os enquadramentos jurídicos apontados no relatório policial.

A defesa destaca justamente essa mudança de fase para sustentar que ainda não existe uma decisão judicial definitiva sobre o caso.

Caso envolve morte após procedimento estético

A investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Lages apura as circunstâncias da morte de uma paciente após a realização de um procedimento estético de natureza cervicofacial em uma clínica da cidade.

No relatório final, segundo a Polícia Civil, os profissionais envolvidos foram indiciados, em tese, por crimes de homicídio — nas modalidades dolosa e culposa, conforme o grau de participação e previsibilidade atribuído a cada investigado — e exercício ilegal da profissão.

A autoridade policial também solicitou medidas cautelares relacionadas à atuação profissional do dentista, que foram deferidas pela Justiça.

A defesa, entretanto, afirma que não concorda com as conclusões da investigação e que seguirá atuando para garantir os direitos do profissional.

Advogados invocam devido processo legal

Ao final da manifestação, os defensores afirmam que permanecem “firmes e serenos” na defesa do cliente e demonstram confiança na análise que será feita pelas instâncias competentes.

A defesa destaca ainda a necessidade de observância dos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa.

O caso segue sob análise do Ministério Público.

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