Sábado, 10 de outubro de 2026
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Serra Catarinense

Sessenta municípios de Santa Catarina tiveram registros de ocorrências pela chuva

A Defesa Civil de Santa Catarina contabiliza 60 municípios com registros de ocorrências provocadas pelas chuvas intensas que atingem o estado. O cenário, atualizado às 9h desta terça-feira, 22, reúne impactos em 17 Regionais da Defesa Civil Estadual, com alagamentos, extravasamento de rios, deslizamentos, vendavais, granizo, destelhamentos, interdições de vias e isolamento de comunidades.

Até a data, quatro municípios decretaram Situação de Emergência: Timbé do Sul, Turvo, Criciúma e São Joaquim. Ermo e Campo Erê sinalizaram intenção de decretar. O levantamento aponta 51 pessoas desabrigadas, 364 desalojadas e 418 habitações afetadas. São Joaquim é o único município que formalizou, até o momento, solicitação de Itens de Assistência Humanitária (IAH).

Timbé do Sul - registrou mais de 150 mm de chuva, com extravasamento do rio e alagamento de residências. Diversas famílias precisaram ser resgatadas pelo Serviço Aeropolicial (Saer), com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). O município contabiliza 160 desalojados, quatro desabrigados, 42 casas afetadas, duas vias interditadas e duas comunidades isoladas. Um abrigo municipal foi aberto. A Serra da Rocinha está totalmente obstruída por deslizamento.

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Em Turvo - foram registrados mais de 117 mm de chuva, além de fortes rajadas de vento e granizo. O extravasamento de rios provocou alagamentos e exigiu o resgate de algumas famílias pelo CBMSC e pela aeronave do Saer. O município registra 20 desalojados, 15 casas afetadas, 12 vias interditadas e 13 comunidades isoladas.

Em Criciúma - , o extravasamento de três rios atingiu mais de 15 bairros. Cerca de 80 pessoas foram retiradas de suas residências, sendo 50 desalojadas e 30 desabrigadas. Cerca de 150 casas foram afetadas e 30 vias estão interditadas. Um abrigo foi ativado e as aulas foram canceladas no período noturno.

Jaguaruna  - registrou tsunami meteorológico, com danos em passarelas e residências nos bairros Copa 70 e Campo Bom. Também houve registro de telhas reviradas e granizo no bairro Esplanada, em Jaguaruna. Em Braço do Norte, foram registrados deslizamentos, inclusive sobre residências, além de granizo e alagamentos. Imbituba teve registros de ventos fortes, queda de árvore e placa, granizo e alagamentos, com oito pessoas desabrigadas.

Bom Jardim da Serra - registrou alagamentos e deslizamentos, com uma ponte e três vias interditadas, além de sete desalojados e 12 habitações afetadas.

Saiba como receber alerta da Defesa Civil de Santa Catarina

– Canal oficial no WhatsApp:https://whatsapp.com/channel/0029VagXA5V3GJP04QTwmx0j

– SMS: envie o CEP para 40199

– WhatsApp: envie o CEP para (61) 2034-4611

– Site: acesse www.defesacivil.sc.gov.br

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– Defesa Civil Alerta: sistema de alerta crítico por Cell Broadcast, envia mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta.

– Emergências: ligue para 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). 

El Niño: Brasil será o 5º país mais afetado

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago e publicado na plataforma Climate Impact Lab alerta para os impactos severos de um ciclo de “Super El Niño” global. A projeção aponta que o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial pode provocar cerca de 451 mil mortes adicionais em todo o mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, quando comparado a um período de neutralidade climática.

O Brasil aparece em quinto lugar na lista dos países mais afetados em perda de vidas, atrás apenas de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia.

De acordo com o levantamento, a intensidade do aquecimento no Pacífico alcançará níveis críticos neste início de primavera no Hemisfério Sul, intensificando a frequência de eventos extremos.

Segundo Michael Greenstone, cofundador do Climate Impact Lab e professor da Universidade de Chicago, a adoção imediata de protocolos preventivos é decisiva para salvar vidas: “Parte das mortes projetadas pode ser evitada com medidas de adaptação ao calor, desde que os tomadores de decisão saibam exatamente onde ações emergenciais devem ser tomadas neste instante. A criação de redes de suporte, o reforço nos sistemas de saúde e a proteção de trabalhadores expostos às altas temperaturas são fundamentais.”

Para os analistas de clima e agronegócio, o desequilíbrio pluviométrico exigirá estratégias de contingência reforçadas no campo: “O contraste entre a seca extrema no Norte e Nordeste e os excessos de precipitação no Sul trará desafios complexos para o calendário produtivo. Preservar a saúde do trabalhador rural e ajustar o manejo das lavouras às novas condições térmicas serão prioridades operacionais ao longo desta safra.”

Fonte: Canal Rural

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