Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade
Serra Catarinense

São Joaquim está de luto oficial pela morte de Egídio Martorano Neto, ex-prefeito do município

.

São Joaquim está de luto oficial pela morte de Egídio Martorano Neto, ex-prefeito do município

Morreu, aos 89 anos, Egídio Martorano Neto. Ele estava internado há quase uma semana, na cidade de Florianópolis, onde residia, após ter sido diagnosticado com COVID-19. Natural de São Joaquim e prefeito da cidade por dois mandatos, recebeu a homenagem de luto oficial decretado por três dias, pelo atual prefeito. Giovani Nunes. O velório ocorreu durante a tarde de domingo, no cemitério do Itacorubi, em Florianópolis, após, o corpo foi cremado. Egído deixa a esposa Leda e os filhos Egídio, Simone, Fabricio e Fabiano; e os netos Luiz, Pedro Egídio, Vinícios e Mariana.

Egídio era médico, foi prefeito de São Joaquim de 1966 a 1970 e exerceu novo mandato entre 1973 e 1974. Foi um dos primeiros políticos a levar o nome de São Joaquim para a Assembleia Legislativa, como deputado estadual na 9ª Legislatura (1979-1983), pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Quem foi Egídio Martorano

Nasceu em 25 de outubro de 1932, em São Joaquim/SC. Filho de Domingos Martorano e de Alzina Vieira Martorano. Seu avô Domingos Martorano (1841-1923), natural de Casteluccio, Basilicata (Itália), filho de Egídio e de Mariana Gioia, foi pioneiro da colonização italiana em São Joaquim, em 1880.

Cursou o ginasial e o colegial no Colégio Catarinense, em Florianópolis/SC, formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná, e especializou-se em clínica-geral e cirurgia-geral, em Porto Alegre/RS.

Elegeu-se duas vezes prefeito de São Joaquim, e foi um dos fundadores da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), sendo o presidente, em 1969. Foi secretário de Estado da Saúde no Governo de Jorge Konder Bornhausen (1979 - 1982).

Publicidade

No ano de 1970, em sua gestão como prefeito de São Joaquim, foi o grande incentivador do Projeto de Fruticultura de clima temperado, conhecido na época. Quem não era fazendeiro ou pequeno proprietário, era peão de serraria. Para a implantação da fruticultura na região, Egídio Martorano e o ex-governador Henrique Córdova adquiriram áreas de terras nos arredores da cidade para a instalação de unidades de pesquisa. Onde foi criado o posto de fruticultura, e funciona, hoje, o Cetrejo e a Epagri. No esporte, a contribuição foi com a construção  do Ginásio de esportes Juraci Santos. Outra atuação importante para a cidade foi a implantação da telefonia.

No segundo mandato, Egídio Martorano Neto encarrega uma comissão com o objetivo de escolher uma área a ser adquirida para a instalação de uma colônia de agricultores de origem japonesa, pertencentes a Cooperativa Agrícola de Cotia. Após escolhida e comprada, a área foi dividida entre as famílias pioneiras. Essa aquisição só foi possível graças a um financiamento fundiário viabilizado pelo deputado da época, Henrique Córdova, junto ao Governo Colombo Machado Sales (1971 a 1975).

Egídio também foi diretor do Hospital Coração de Jesus, de São Joaquim; chefe da Unidade Sanitária no mesmo município, médico da Companhia de Águas e Saneamento do Estado de Santa Catarina (CASAN) e diretor-presidente da CLINIMED, Florianópolis.

Nas eleições de 1978, concorreu ao cargo de Deputado Estadual pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), com 12.392 votos, elegeu-se e tomou posse na 9ª Legislatura (1979-1983).

Em 1979, dirigiu a Divisão Hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina. No ano de 1981, exerceu as funções de vice-governador do Estado, de 14 a 23 de julho e de 28 de agosto a 21 de setembro.

Compartilhar
Publicidade

Leia também