Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade
Serra Catarinense

Vereador sugere sessão destinada às investigações e explicações por parte da prefeitura de Lages

Em Lages, pelo menos cinco comissionados são citados na operação, e alguns têm mandado de busca e apreensão e até de prisão preventiva decretados.

Vereador sugere sessão destinada às investigações e explicações por parte da prefeitura de Lages

Ao final da sessão ordinária de terça-feira (6), o vereador Jair Júnior (Podemos) subiu à tribuna para exigir explicações da Prefeitura de Lages sobre o envolvimento de secretários do alto escalão em supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa), apontadas pela Operação Mensageiro, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Em Lages, pelo menos cinco comissionados são citados na operação, e alguns têm mandado de busca e apreensão e até de prisão preventiva decretados, por suspeitas de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo.

“Ainda não temos uma posição oficial do município sobre a Operação Mensageiro. O Gaeco esteve na Semasa e no setor de Licitações. Todas as informações são preliminares, mas a prefeitura precisa informar à população sobre quem está envolvido. Tem secretários do alto escalão envolvidos. Eles serão exonerados? Este parlamento não pode fazer uma sessão legislativa e não falar sobre o assunto. Precisamos que alguém do governo venha e fale. Este parlamento tem de se posicionar”, reclamou Jair Júnior.

Agnelo Miranda (PSD), líder do governo na Câmara Municipal, disse que a operação ainda está em andamento e em segredo de justiça e, por isso, não tem muito o que falar. Ele destacou que as investigações da Mensageiro nas ações da Semasa não se referem apenas aos mandatos do prefeito Antonio Ceron, mas se reportam a 2005, quando Raimundo Colombo ainda era o prefeito.

Publicidade

“Não tem como dizer se houve ilícito nesta administração ou em outras. A administração está à disposição da investigação do Ministério Público para entregar documentos e informações que forem necessários.”

Desdobramentos em Lages

Integrantes da Operação Mensageiro estiveram na Semasa e no Setor de Licitações da prefeitura de Lages, durante a terça-feira. Nesses locais, cumpriram mandados de busca e apreensão e, segundo informações extraoficiais, pelo menos duas pessoas foram detidas.

Os nomes dessas pessoas, a maioria ocupando cargos de secretários municipais, está em um documento expedido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que pede a prisão preventiva desses acusados.

Outra informação, também extraoficial, é que na casa de um dos secretários foi encontrado um pacote de dinheiro contendo R$500 mil e, inclusive, o dinheiro estaria separado com o nome de cada destinatário.

Serrana Engenharia

A Serrana Engenharia, empresa de Joinville, há anos é responsável pela coleta de lixo e pela iluminação pública de Lages. Pelo que consta no documento do Tribunal de Justiça, ela é um dos focos da investigação, já que presta serviços a inúmeras cidades de Santa Catarina.

Em Lages, segundo apurou a jornalista Olivete Salmória, anteriormente, eram duas empresas as encarregadas pela coleta do lixo em Lages, sendo que uma fazia a coleta e outra cuidava do lixão. Na administração anterior a gestão do prefeito Antonio Ceron é que o serviço teria sido unificado, com a implantação do aterro sanitário e a realização de uma licitação, a qual resultou na contratação da Serrana Engenharia. De lá para cá, não teria havido novas licitações e o contrato vem sendo apenas prorrogado.

Compartilhar
Publicidade

Leia também