Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Serra Catarinense

Grupo de Patologia da Udesc Lages faz necropsia da onça-pintada mais velha no Brasil

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Grupo de Patologia da Udesc Lages faz necropsia da onça-pintada mais velha no Brasil

O Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Lages, realizou, na segunda-feira (13), a necropsia da onça-pintada Nina, pertencente ao Parque Zoobotânico de Brusque. O procedimento foi feito pelo Grupo de Patologia Veterinária (GPV), sob a coordenação da professora Renata Casagrande.

Segundo a médica veterinária do zoológico, Milene Zapala, Nina tinha 25 anos e, de acordo com o Plano de Ação Nacional de Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, era a onça mais velha do Brasil mantida em cativeiro. A onça-pintada é uma espécie ameaçada de extinção e é o maior felino das Américas.

A necropsia contou com a participação de alunos de graduação em Medicina Veterinária e de pós-graduação em Ciência Animal da Udesc Lages. O procedimento levou cerca de três horas e tem o intuito de descobrir a causa da morte do felino. Nina passou por uma cirurgia de retirada de tumor de mama, há cerca de um mês. Um laudo será emitido, no prazo de 30 dias.

A Udesc Lages mantém uma parceria com o Zoobotânico de Brusque, por meio do programa de extensão Conexão Medicina Veterinária da Udesc e o Diagnóstico das Enfermidades em Animais Selvagens, coordenado pela professora Renata Casagrande. "Esse programa auxilia na conservação de espécies de animais selvagens em Santa Catarina e essa parceria permite aos nossos alunos maior conhecimento sobre as enfermidades em animais selvagens", ressalta a professora.

Sobre Nina

Nina chegou a Brusque em 1997, com aproximadamente três meses de idade e, durante 18 anos, viveu com o parceiro Mike, que morreu em 2018, com mais de 20 anos. Desde então, Nina vinha apresentando sinais de velhice, mas, em 2022, o estado de saúde piorou em função do tumor no abdômen.

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O diretor-geral do Zoobotânico, Carlos Alexandre Reis, explica que "as onças, em cativeiro vivem cerca de 20 anos, mas com todo o amor, carinho e cuidado que o parque tem com seus animais, essa barreira foi ultrapassada e ela pôde viver até os 25 anos. Com certeza, ela era um dos animais favoritos do zoo, por isso, deixará uma marca e uma saudade muito grandes no coração de todos".

Com informações do Parque Zoobotânico de Brusque

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