O fim da noite de segunda-feira (30/11) e início da madrugada de terça (1/12) foram de terror nem Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Uma quadrilha fortemente armada sitiou a cidade, fez reféns e assaltou a principal agência do Banco do Brasil do município. O grupo invadiu a tesouraria regional do banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade e fez tiroteios assustando toda a população.
Segundo relatos da polícia e de populares, eram cerca de 30 pessoas encapuzadas que executaram a ação pouco antes das 23 horas. A ação teria durado uma hora e quarenta e cinco minutos, sendo que os bandidos usaram pessoas como escudo. Houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.
Um policial militar e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu.
Até o início da manhã de hoje não havia sido divulgado a quantia levada pelos criminosos, que fugiram e uma parte do dinheiro roubado se espalhou pelas ruas da cidade de vido a uma explosão provocada durante a ação. Mais tarde, quatro moradores da cidade foram presos por recolherem R$ 810 mil que se espalharam devido à explosão.
Além disso, a Polícia Militar (PM) informou que os bandidos incendiaram um túnel no município vizinho de Tubarão, que dá acesso a Criciúma, na tentativa de impedir que reforços chegassem ao local do assalto.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão com placa de Dumont (SP) foi atravessado no túnel, na BR-101, e incendiado. Foram espalhados miguelitos (apetrechos de metal para furar pneus de carros) a fim de dificultar a ação das forças de segurança.
O delegado Victor Bianco Cruz informou que os criminosos usaram veículos de "alta potência e grande valor comercial", de marcas como Audi, Land Rover, BMW, Mitsubishi e Volkswagen.
Por volta das 2h30, peritos estavam nas ruas para analisar a suspeita de abandono de materiais explosivos. Nas calçadas e nas ruas próximas da ação foram encontradas cápsulas de munição, inclusive de fuzil.
Polícia Civil se mobiliza na investigação
Desde a madrugada desta terça-feira (1/12), a Polícia Civil de Santa Catarina e todas as forças de segurança estão mobilizadas em Criciúma na investigação do assalto ao Banco do Brasil daquela cidade.
Por determinação do delegado Geral Paulo Koerich, estão em Criciúma policiais civis da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), sob o comando do delegado de Polícia Anselmo Cruz, além de outras delegacias da DEIC, da CORE e o reforço mobilizado da região em apoio às forças locais.
Também há contatos e mobilização com as Polícias de outros Estados, como dos Estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e com a Secretaria Nacional de Segurança, para a união e integração de esforços na ação policial, no Sul do Estado.






