Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Serra Catarinense

Projeto da Epagri mapeia a disponibilidade e a demanda por água em SC

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Projeto da Epagri mapeia a disponibilidade e a demanda por água em SC

Levantar dados da quantidade de água disponível no Oeste Catarinense e se ela está próxima de quem precisa, para saber onde há escassez e que ações podem ser feitas para minimizar essa vulnerabilidade.

Esse é o objetivo de um projeto de pesquisa da Epagri/Ciram apresentada no dia 22, data em que se comemora o Dia Mundial da Água.

Até 2025, o estudo terá informações importantes para a gestão dos recursos hídricos no Estado, fazendo com que a água não falte no setor agropecuário diante de fenômenos climatológicos como La Niña, que causa seca prolongada e deve voltar a atuar no Sul do Brasil no segundo semestre de 2024

O pesquisador em hidrologia da Epagri/Ciram e coordenador do projeto, Guilherme Xavier de Miranda Junior, relata que os prejuízos da estiagem são mais representativos na agropecuária comparados aos demais setores da economia catarinense.

Segundo o Atlas Nacional de Desastres Naturais, de 2000 até 2022 a agricultura e a pecuária de Santa Catarina registaram perdas de mais de R$17 bilhões por conta da estiagem, o que representa 97,70% do total de perdas daquele período provocadas pela seca.

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“Estiagem causa mais prejuízo que enchente e queremos nos preparar para que essas perdas não ocorram mais. A partir dos dados desse projeto, o setor público terá subsídios para avaliar se é viável criar projetos estruturais  – como irrigação, construção de cisternas, barragens ou outras estruturas para captação de água – como não estruturais, a exemplo recomposição da mata ciliar, reuso da água, educação ambiental. O objetivo é que se tenha água no local onde precisa dela”, explica Guilherme.

Plataforma de análise de dados

As informações levantadas no projeto vão alimentar uma plataforma de análise permanente de dados e índices hidrológicos, que servirão para analisar o risco de vulnerabilidade hídrica por município e por bacia hidrográfica.

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Guilherme conceitua a vulnerabilidade hídrica como uma medida da susceptibilidade de uma região ou área a problemas relacionados com a água como escassez, qualidade  inadequada, poluição e outros desafios relacionados a esse recurso natural.

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