Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Serra Catarinense

Agentes públicos e motoristas de Lages respondem a ações por suposto esquema ilegal

A 5ª Promotoria de Justiça da comarca ajuizou duas ações depois que o GAECO deflagrou uma operação no órgão executivo de trânsito do município (DIRETRAN). Objetivo é que os réus sejam condenados nas esferas cível e penal pelas supostas práticas.

Agentes públicos e motoristas de Lages respondem a ações por suposto esquema ilegal

No dia 26 de março do ano passado, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a Operação Revisão de Ofício, em apoio a uma investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages.

O objetivo foi desarticular possíveis condutas ilícitas no órgão executivo de trânsito do município, o DIRETRAN, como alterações irregulares no sistema de informações para anular multas de terceiros. 

Mandados judiciais foram cumpridos, e posteriormente a 5ª Promotoria de Justiça ajuizou ações nas esferas penal e cível para buscar a responsabilização dos possíveis envolvidos.

"As práticas investigadas violam os princípios da administração pública, causando prejuízos ao erário", explica o Promotor de Justiça Jean Pierre Campos. 

Na esfera penal, três agentes públicos e 20 motoristas foram denunciados por peculato eletrônico, que é a inserção de dados falsos em sistemas de informação.

O artigo 313-A do Código Penal brasileiro prevê de dois a 12 anos de prisão para quem comete esse tipo de crime, além do pagamento de multa. 

Na esfera cível, os mesmos três agentes públicos e 10 motoristas foram denunciados em uma ação de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, que é obter vantagem financeira indevida dos cofres públicos. Eles podem ter que devolver valores, pagar multas e perder os direitos políticos em caso de condenação. 

Vale ressaltar que, durante o curso do processo, alguns motoristas firmaram acordos de não persecução cível e penal com o MPSC, comprometendo-se a restituir valores ao DIRETRAN e a pagar multas civis e prestações pecuniárias a projetos sociais. 

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