Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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Economia

Irani reduz em 8,8 mil toneladas de resíduos transportados para aterros em 2022

Empresa trabalha com a meta de zerar essa destinação até 2030 dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Irani reduz em 8,8 mil toneladas de resíduos
transportados para aterros em 2022

Uma das principais indústrias de papel e embalagens sustentáveis do Brasil, a Irani conquistou destaque nos últimos anos pelas práticas relacionadas à economia circular, um dos compromissos da companhia com a sustentabilidade e os indicadores ESG, dentro da meta de zerar a destinação de resíduos não perigosos para aterros até 2030. No ano passado, apenas 7,7% de todos os resíduos gerados nas unidades da companhia em Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo foram transportados para os aterros de suas regiões, ante 9,45% em 2021. Assim, 8,8 mil toneladas deixaram de ser enviadas para aterros.

Os subprodutos como carbonato de cálcio, lixívia de sabão, cinza grossa da caldeira e sucatas metálicas foram comercializados com fabricantes de fertilizantes agrícolas e substratos, químicas e de reciclagem na área siderúrgicas. A maior parte dos resíduos foi para 18 empresas sediadas nos municípios de Caçador, Catanduvas, Chapecó, Erval Velho, Irani, Três Barras e Vargem Bonita, no Meio Oeste Catarinense.

Exemplos positivos da economia circular sobre esse aproveitamento não faltam. Na planta de carbonato de cálcio em Campina da Alegria, o processo de caustificação, responsável pela recuperação da soda cáustica utilizada na produção de celulose, em 2022 foram geradas e comercializadas 47.204 toneladas.  Além de criar uma nova cadeia de valor por meio de um novo produto, colabora para o desenvolvimento sustentável, fortalecendo a economia, gerando empregos e receita às comunidades ao entorno, garantindo a preservação do meio ambiente, evitando a geração de passivos ambientais com disposição do material em aterro.

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A lixívia de sabão, resíduo proveniente do processo de recuperação de produtos químicos, é comercializada para a extração de um composto substituto ao óleo BPF e de xisto – utilizado como combustível – além de ser usada na fabricação de resinas, emulsificantes e flotação de minérios. Já a cinza grossa possui bases que servem para neutralizar a acidez do solo, funcionando como corretivo e fertilizante.

A reutilização desses resíduos por empresas parceiras contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, destaca o gerente de Sustentabilidade da Irani, Leandro Farina, e ainda gera receita à companhia. "Esta é uma jornada de muitos anos da Irani, para que os resíduos tenham uma utilização prolongada e sejam aproveitados como matéria-prima por outras empresas, o que caracteriza a economia circular", afirma.

O executivo reforça que a Irani é uma das signatárias e apoiadoras dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), aliados à Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas (ONU), desde 2021, e cita o caso de três empreendimentos que se instalaram na região próxima ao município de Vargem Bonita, no Meio Oeste, para o aproveitamento dos resíduos gerados pelas fábricas de papel e embalagens da Irani no distrito de Campina da Alegria. "Esse movimento pensando sob a ótica da economia circular, além de ser sustentável, acaba gerando renda em toda a comunidade no entorno das unidades", acrescenta Farina.

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