Comprar uma propriedade rural para usufruir nas horas de lazer, com filhos e amigos, e também como um local de tranquilidade para os tempos de aposentadoria, era uma ideia de anos do casal blumenauense Élvio Francisco Presa e Soraia Taufenbach Presa.
Foi sobre esse plano de futuro e busca por mais qualidade de vida que eles conversaram, com exclusividade, com a Folha da Serra.
Empresário da Construção Civil, Élvio sempre gostou de animais. Conta ele, que costumava colocar alguns em terrenos aqui e ali. A filha do casal também sempre foi apaixonada por cavalos. E esses, foram alguns dos motivos que os trouxeram para a Serra Catarinense, em uma das regiões mais valorizadas do estado, que guarda, além das belezas naturais, histórias importantes da consolidação do estado de Santa Catarina. "Nossa filha, desde muito pequena, só queria saber de cavalo. Não queria saber de boneca, mas de cavalo ", disse Élvio.
Soraia conta que, antes de adquirir uma propriedade na Coxilha Rica, no município de Capão Alto, na Serra Catarinense, uma família costumava passar tempos em uma das fazendas rurais da região e, quando a decisão foi de comprar uma fazenda, logo decidiu que teria de ser na Serra. "O Élvio comprar um sítio lá em Blumenau, mas eu sempre achei que fazenda combina mais com serra e frio", contou.
Foi a partir dessa decisão que começou a nascer o imponente hotel-fazenda Cerro Azul, localizado a cerca de 30 quilômetros de Lages e tornando-se o primeiro e único situado em meio às planícies da Coxilha Rica. O que era para ser um refúgio familiar, transformou-se em um empreendimento capaz de contribuir para o impulsionamento do desenvolvimento econômico município.
Certos do que queriam, Élvio e Soraia passaram dois anos em busca da propriedade ideal. "Eu não queria pra cá de Lages, porque tinha muita pedra, não gostava de pedra, tal, mas nada tinha um visual que nos encantasse, e, aí, um dia, encontramos esta propriedade, não ano de 2008. A gente tinha uma meta de uma propriedade maior, que fosse sustentável. Meu objetivo era uma qualidade de vida. Ter um lugar assim, pra ficar mais sossegado, mais tranquilo. "
Mas Soraia não queria tanta tranquilidade. Enquanto o marido estava no campo, nas lidas do dia a dia, ela não pensava em ficar sozinha na casa da fazenda e nem sentada em frente a uma lareira. "Então, penso: vou fazer uma pousada." A partir daí, perceberam o potencial turístico da Coxilha Rica, fizeram estudos, inclusive, para entender o contexto da região na qual estavam pretendendo investir; um plano de negócio, pesquisa de mercado; e construir a construir o sonho.
Para uma área com 7 milhões de metros quadrados, conceber a pensar e desenvolver o projeto. Que também levou mais dois anos. "Eu queria um projeto que oferecesse aos hóspedes, de uma faixa mais exigente, o conforto que têm em casa, e tudo aliado às experiências de uma fazenda e muitas atividades", diz Soraia. "Disse ao arquiteto: eu quero um navio, um navio de cruzeiro, que contempla tudo, com todo o conforto, que está em alto mar. Aqui eu estou no campo aberto, estou no vento, no frio, mas aqui dentro, estou protegida. Essa era a idealização do nosso projeto. "
Toda a estrutura do hotel foi desenvolvida sob conceitos modernos, mas integrados à paisagem. A pedra fundamental foi lançada em 2017 e os investimentos ultrapassam os R $ 15 milhões. A madeira e as pedras utilizadas na construção foram retiradas da própria fazenda. Por todos os cantos do hotel, que exibe grandes janelas, pode-se ver a paisagem lá fora. Com decoração refinada e pensada em cada detalhe, o hotel abriu como portas, definitivamente, na última semana, com boas expectativas de público. "Já existem hóspedes de todo o estado e, agora, gaúchos e paulistas estão nos descobrindo. Há uma expectativa muito grande e positiva ", afirma o casal.
Além da luxuosa estrutura do hotel, uma propriedade conta com criação de gado com genética própria, vinhedos, pomares de frutas nativas e muitas outras configurações à disposição de quem decidir passar alguns dias nas paisagens exuberantes da Coxilha Rica.
Mão-de-obra local
Entre os cuidados que Élvio e Soraia tiveram para a concretizar o empreendimento, foi a utilização da mão-obra, boletim, de moradores de Capão Alto e da Serra Catarinense, contribuindo para o incremento da renda dessa comunidade. Depois de concluído, um contratação de profissionais para atuarem no hotel também leva em conta a regionalidade. Além disso, há a prioridade pela utilização de produtos regionais.
Atrações da fazenda
- Turismo na Região;
- Piquenique na Fazenda
- Pôr do sol nos vinhedos
- Jantares Especiais
- Balanço Infinito
- Passeio a Cavalo
- Passeio de Carreta
- Colheita de Frutas
- Visita a Casa do Dunga (o cão da fazenda) e Arrozal (o cavalo da raça Gypsy Vanner, que é um dos mascotes da fazenda)
- Sala de Jogos
- Lazer Rural
- Trabalhos Manuais
- Trilhas Rurais
- Passeio a Cavalo
- Arco e flecha
- Golfe Rural
- Jogo de Taco
- Carrinho de Lomba (ou de Morro)
- Trato com os animais
- Oficina de arte com Plantas
Foto: Élvio e Soraia - Cerro Azul
Crédito: Ana Cláudia
Foto: Cerro Azul
Crédito: Divulgação






