Entre os dias 14 e 18 de setembro, Lages e a Serra Catarinense serão tomadas pelo Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense (Ficasc), que, em sua terceira edição, ocorrerá de forma híbrida (online e presencial), ainda em função dos cuidados necessários de prevenção à pandemia do coronavírus.
O Festival de Cinema se constitui na apresentação gratuita de filmes selecionados por uma equipe de curadores do projeto. Na maioria, são filmes relacionados a temáticas ambiental e social. Um dos destaques deste ano, de acordo com Doty Luz, criador do Ficasc, é 'Por onde anda Makunaíma', vencedor do Festival de Brasília do ano passado do diretor Rodrigo Celso.
As apresentações presenciais ocorrerão no Casarão Juca Antunes. Serão cinco sessões por dia, sendo uma delas direcionada ao público infantil. Para ter acesso às sessões presenciais, por causa das limitações sanitárias da pandemia, o público deve fazer uma inscrição prévia através do link https://www.sympla.com.br/3-festival-internacional-de-cinema-ambiental-da-serra-catarinense__1325392. "Nestas sessões, serão permitidas o máximo de 30 pessoas. Por isso, é necessário fazer uma inscrição," explica Doty.
Já para as sessões virtuais, os filmes serão liberados através da plataforma https://www.ficasc.com.br, sendo que cada filme ficará liberado por um período de 24 horas.
Para este ano, o Ficasc conta com quatro mostras: a Infantil, em parceria com o festival que acontece no Rio Grande do Sul, que está na sétima edição; a Mostra Contemporânea, com filmes mais atuais, dos últimos três anos; a amostra Malungo, com filmes que falam sobre a questão racial; e a Mostra Pindorama. "Pindorama significa Terra das Palmeiras. Os filmes dessa mostra falam sobre os povos originários, ou seja, questões indígenas. A gente recebeu um volume muito grande de filmes com essa temática", explica Doty.
Além da apresentação dos filmes, o festival promove discussões sobre os temas abordados nas obras. Diferentemente da primeira edição, quando os debates ocorriam presencialmente, nesta terceira edição, ocorrerão no formato de lives, inclusive com a participação de diretores dos filmes. As lives, informa Doty, neste ano, acontecerão nos dias 16, 17 e 18 de setembro, sempre às 19 horas, nos canais digitais do festival.
Programação das lives
16/9
Malungo, com Renato Barbieri (diretor do filme Pureza)
Joyce Prado (Chico Rei entre nós)
Thaize Inácia e Thaynara Rezende (Rio das Almas)
17/9
Cinema Ambiental no Brasil, com Fábio Nascimento (Mata e Volta Grande)
Ingridt Fadnes (Mata)
Fred Rahal Mauro (BR acima de tudo)
Claudia Nunes (Resplendor)
18/09
Pindorama, com Rodrigo Sellós e Jaider Esbell (Por onde anda Makunaíma?)
Júlia Zulian e Fabiane Medina (Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política)
Sueli Maxacali, Isael Maxacali (Nuhu Yãg Mu Yõg Hãm: Essa é nossa terra)
Ficasc em Portugal
Outra novidade é a participação do Ficasc em Portugal. Em terras lusitanas, o evento ocorrerá de forma presencial de 18 a 23 de outubro, na Ilha de São Miguel, localizada no arquipélago dos Açores. Além disso, em parceria com o Centro Cultural de Carnide, em Lisboa, o festival chegará à capital portuguesa nos dias 21, 22 e 23 de outubro. Mantendo, portanto, o compromisso em compartilhar arte, cultura e informação.
Segundo Doty Luz, "nossa intenção é difundir mundialmente o cinema ambiental diante do preocupante cenário, além de divulgar o potente cinema brasileiro no continente europeu".
Exposição fotográfica
A fim de integrar outras formas de arte, nesta edição, o Ficasc contará com a exposição virtual das fotografias de Beto Castro. São imagens marcantes, que retratam o modo de vida do povo serrano e as singularidades ambientais, sociais e comportamentais peculiares de uma das mais prósperas regiões de Santa Catarina, a Serra Catarinense. "Pensamos em dar oportunidade para artistas e fotógrafos da região mostrarem seus trabalhos, envolvendo outras artes também.






